Dez coisas sobre a Suécia 3: Systembolaget (loja de bebidas)

Quem acompanhou o post de sexta-feira, pôde perceber que a venda de bebidas na Suécia é algo levado a sério. Quem mais pediria a identidade de um senhor de 77 anos?

Como dito, os supermercados só podem vender cervejas e cidras com menos de 3,0% de teor alcoólico. Destilados, vinhos e cervejas com maior teor alcoólico são vendidos apenas em uma loja chamada Systembolaget.

Até 1800, o consumo de bebidas na Suécia era um dos mais elevados em toda Europa; após a criação do sistema, houve uma diminuição significativa do consumo quando comparado com países que não possuem esse monopólio.

Segundo o site do systembolaget, “este monopólio existe para minimizar os problemas relacionados ao álcool com a venda de forma responsável, sem fins lucrativos (!?). Esse sistema começou em meados do anos de 1800, deu tão certo que se espalhou pelo país e, em 1955 as empresas locais se fundiram para formar uma única empresa: a Systembolaget”.

Existem algumas regras/rules/reglernão é permitida a venda para menores de 20 anos, não vendem se houver suspeita de revenda ilegal e para pessoa que esteja intoxicada.

Por aqui, a bebida é um produto caro, pois a taxa de imposto é proporcional ao teor alcoólico; quanto mais alto, mais caro. Apesar disso, os suecos continuam enchendo o carrinho (!?) com bebidas.

Opinião: Alguns momentos, realmente acho que os suecos exageram, com suas regras e proibições; porém, acredito que o país sofreu tanto com problemas de alcoolismo que foram necessárias medidas, digamos, drásticas.

Os suecos acostumaram com o sistema, mas é claro que preferiam poder comprar bebida a qualquer hora como é feito no Brasil. Acredito que esse sistema acabe deixando as pessoas bitoladas nas regras; não acho que o rapaz fez errado ao pedir a identidade, pelo contrário ele está certo; entretanto, é necessário usar o bom senso. Isso me fez pensar em outra questão: a igualdade social, que é tão forte por aqui e faz com que a regra deva ser aplicada a todos, mesmo se você tiver 77 anos de idade e estiver comprando uma caixa de cerveja!

Enquanto aqui pedem identidade de idosos, no Brasil não pedem de menores. Triste constatar isso, porém é a realidade e acontece bem debaixo do nariz das autoridades que, nada fazem.

Talvez, até concorde com as regras suecas. de tomar medidas, em até certo ponto radicais, por causa de uma parcela da população que possui dificuldade para beber conscientemente.

No blog da Sonia Melier tem um post interessante sobre o álcool na Suécia

Fachada da loja de Ludvika

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My life in the frozen land
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4 respostas a Dez coisas sobre a Suécia 3: Systembolaget (loja de bebidas)

  1. francisco diz:

    Aqui tudo é liberado, bebidas são drogas regulamentadas pelo Govêrno que só se preocupa em colocar sensores na saída dos tanques de bebidas, nos fabricantes, para inibir a evasão fiscal…os comerciais de cerveja passam diariamente na TV aberta, coisa q penso deveria ser feita somente após as 22 hrs., ninguem se preocupa com o assunto pois teme-se perder a arrecadação, o dinheiro investido pelas cervejeiras no mercado publicitário, no carnaval em outros eventos é enorme !

    Com isto vc pode imaginar que é uma situação sem solução a curto prazo….criamos os viciados e depois mandamos para os hospitais publicos acharem uma solução para o problema.

  2. francisco diz:

    Em tempo: o sistema sueco não funcionaria nos trópicos, a corrupção seria grande demais, além do que já temos hoje. Veja que aí na Suécia existem uns malucos que fabricam as bebidas clandestinamente….até tu, Brutus !

  3. Olá,

    também conheci essas restrições todas relativamente à venda de álcool na Suécia.

    No entanto, não acho que as restrições e proibições resolvam os problemas. Por vezes têm até o efeito contrário.

    E os espectáculos a que assisti à porta das lojas especializadas em veda de álcool (seguindo aliás a sugestão de um brasileiro que lá conheci) foram…digamos… degradantes.

    Filas imensas, pessoas a atropelarem-se ao ponto dos seguranças só deixarem entrar grupos de 6 a 10 pessoas de cada vez… e durante o período de abertura das lojas dezenas de pessoas completamente alcoolizadas (fosse ao fim do dia ou a meio da manhã) a rondar os arredores.

    Hum…acho que as restrições não estão a resultar.

  4. O Senhor Per-Eric deveria ficar contente em terem pedido a identidade dele, porque segundo o gerente da loja é muito difícil adivinhar a identidade das pessoas. Esse pessoal não deve saber o que é bom-senso, mas a idéia da centralização da venda de bebidas é interessante.

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